#VESTIBULAR: ​“OS 7 INIMIGOS DA GRAMÁTICA” NA HORA DE FAZER A REDAÇÃO

#VESTIBULAR: ​“OS 7 INIMIGOS DA GRAMÁTICA” NA HORA DE FAZER A REDAÇÃO

Depois de mostrar para você que a redação para o vestibular não é nenhum “bicho de sete cabeças”, vamos mostrar aqui, bem rapidinho, os “7 inimigos da gramática”, pois sempre causam dúvidas na maioria das pessoas. São exemplos que você pode levar para toda a vida e também aplicar em provas de concursos, pois são fáceis de memorizar. Vamos lá?

1. Afinal, onde fica a vírgula?

Colocar a vírgula no lugar errado é um erro comum. Muita gente acha que este sinal é uma “pausa”.
Mas a vírgula tem suas funções sintáticas na oração. Reza a regra que “sujeito e verbo não podem ser separados por vírgula”:

Exemplos:
- “João, gosta de comer batatas.” (Errado)

- “Alice, Maria e Luíza, querem ir para a escola amanhã.” (Errado)

- “João gosta de comer batatas.” (Certo)

- “Alice, Maria e Luíza querem ir para a escola amanhã.” (Certo)

Não se usa vírgula antes de “e”:

Tem só uma exceção: quando a frase depois do “e” fala de um sujeito diferente da que vem antes dele. Assim:

- “O sol já ia fraco, e a tarde era amena.” (Certo)

Note que a primeira frase fala do sol, enquanto a segunda fala da tarde. Os sujeitos são diferentes. Portanto, usamos vírgula.

2. A crase me enlouquece! ٩(͡๏̯͡๏)۶

Usar o sinal gráfico da crase de forma incorreta (ou não usá-la quando é obrigatório) é outro erro bastante comum. O uso da crase é aplicado quando a preposição “a” ou “para” se junta ao artigo “a”. Portanto, a crase é usada apenas antes de substantivos femininos:

- “O presidente falou à nação.”

Dica extra: nunca utilize crase antes de verbos.

3. Faz ou fazem?

O verbo “fazer” será impessoal (ou seja, “faz”) sempre que indicar tempo transcorrido e fenômenos da natureza. Portanto, escrever: “Fazem duas semanas que eu voltei para casa” é errado.

O correto é: “faz duas semanas”. O caso será o mesmo se houver a indicação de algum fenômeno atmosférico, por exemplo: “faz noites muito frias nesta praia”.

4. Ele é mal ou mau?

Mal com “l” ou mau “u”? Há uma regrinha bem simples que vai ajudar você a não cometer mais esse equívoco. A palavra “mau” sempre pode ser trocada pelo seu contrário (antônimo): “bom”. Da mesma forma, sempre que você puder substituir por bem, utilize a palavra mal.

Ou seja:

Mal → bem

- “Mariana nem imagina o mal que você fez a ela.”

Mau → bom

- ​“Você é um mau funcionário.” (Oposição: bom funcionário.)

5. Pânico: as novas regras de acentuação

Ideia perdeu o acento por causa das mudanças nas regras de acentuação do Novo Acordo Ortográfico. As novas regras mudaram a grafia de centenas de palavras que antes levavam acento, como jiboia, asteroide, estreia, voo, para (verbo parar), creem. O famoso chapeuzinho (acento circunflexo) caiu da cabeça das palavras terminadas em oo e nos plurais de crer (creem), dar (deem), ler (leem), ver (veem) e similares.

Atenção: o acento dos plurais de ter e vir continua valendo (têm, vêm).

Saiba mais sobre as novas regras de acentuação aqui.
 

6. Hífen: um mistério

Ele nunca foi fácil de assimilar e segue sendo o campeão de confusões: o uso do hífen (tracinho que separa palavras compostas). Confusas também são as novas regras para a aplicação ou não do hífen. Mas a gente vai facilitar aqui o básico:

- Use o hífen diante de palavra iniciada por h. Ex.: anti-higiênico; super-homem.

- Use o hífen se o prefixo terminar com a mesma letra com que se inicia a outra palavra. Ex.: anti-inflacionário; inter-regional; micro-ondas.

- Não use o hífen se o prefixo terminar com letra diferente daquela com que se inicia a outra palavra. Ex.: aeroespacial; agroindustrial; autoescola; intermunicipal.

- Se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra começar por r ou s, dobram-se essas letras. Ex.: antirracismo; minissaia; ultrassom.

- Use o hífen com os prefixos além, aquém, ex, pós, pré, pró, recém, sem e vice. Ex.: ex-aluno; pós-graduação; pré-vestibular; recém-chegado.

- Não use o hífen com os prefixos pre e re. Ex.: predeterminar; preexistente; realimentar; reescrever.

Saiba mais sobre o uso correto do hífen aqui.

7. Por que, porque, porquê, por quê?

Por que inventaram estas regras, não é mesmo?

O uso dos porquês é dor de cabeça para muita gente!
Veja por que não é tão difícil assim entender como usar cada um deles corretamente: 

- Por que

Quando tem o significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”.
Ex.: “Por que você não vai ao cinema?” (Por qual razão?)
“Não sei por que não quero ir.” (Por qual motivo.)

- Por quê

Quando vier antes de um ponto (final, interrogativo, exclamação), o por quê deve ser acentuado e continuará com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”.
Ex.: “ Vocês não comeram tudo? Por quê?”
“Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro!”

- Porque

É explicativo, com valor aproximado de “pois”, “uma vez que”, “para que”.
Ex.: “Não fui ao cinema porque tenho que estudar para a prova.” (Pois.)
“Não vá fazer intrigas porque prejudicará você mesmo.” (Uma vez que.)

- Porquê

É substantivo e tem significado de “o motivo”, “a razão”. Vem acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
Ex.: “O porquê de não estar conversando é porque quero estar concentrada. (O motivo.)
“Diga-me um porquê para não fazer o que devo.” (Uma razão.)

Viu? Você não precisa ter medo da redação, nem ser um gênio da escrita: basta saber alguns pontos importantes e montar seu texto de modo claro e sucinto.

Conheça também as nossas dicas para estruturar sua redação de forma fácil e fazer a prova numa boa! 
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